Por Ricardo Bark
O jogo que consolidou a volta do Paraná Clube para a primeira divisão do Campeonato Paranaense nem havia acabado quando os integrantes da maior torcida organizada do time - Fúria Independente - deixaram o estádio em forma de protesto pela participação na competição que significou a maior humilhação nos 22 anos de existência do tricolor.
A goleada de 4 a 1 sobre o Grêmio Maringá tinha tudo para ser altamente comemorado,mas torcedor é torcedor e “não existe razão para as coisas feitas pelo coração” [Legião Urbana]. Discordo totalmente da atitude, mas entendo que a dor e a humilhação foram grandes para os torcedores e que para estes a Série Prata do estadual era obrigação.
Com certeza era obrigação, mas como disse o técnico Ricardinho, vence somente quem tem competência. A campanha irrepreensível também tem que ser valorizada, principalmente pela dificuldade imposta pela árdua tabela da Federação Paranaense - jogo a cada dois dias é desumano, mesmo que seja contra o Grecal.Outro motivo para reflexão é o fato do elenco de 2012 ser diferente do elenco ridículo de 2011, assim como a diretoria.
Mas de todos os motivos que me fizeram reprovar a atitude da Fúria, o que mais me indignou foi a falta de gratidão com o técnico Ricardinho. O ídolo paranista merecia mais consideração pelo esforço que fez para recolocar o tricolor no seu devido lugar.
Mea Culpa
A minha opinião e a dos outros integrantes do Na Cara do Gol, sobre torcidas organizadas, sempre foi bem clara. Essas organizações são na realidade facções onde acéfalos utilizam-se do futebol para cometer crimes. Uma vida não vale a existência de uma organizada.
Porém, a Fúria Independente, está de parabéns pala atuação dentro de campo. Apesar de não concordar com a saída de campo antes do fim do jogo, eles realmente honraram o cântico e NUNCA ABANDONARAM a equipe, até em missões ingratas contra times semi-profissionais, em estádios deprimentes e horários desanimadores.




